Montadoras retomam atividades com medidas especiais

Confira a situação de cada uma das montadoras com atividades no País

Apesar de não terem sido proibidas de operar durante a quarentena imposta por estados e municípios, boa parte das montadoras de veículos optou por parar suas produções, a fim de preservar a saúde de seus colaboradores.

Entretanto, boa parte delas já retornou às atividades, mesmo que ainda com turnos reduzidos ou esquemas especiais de produção. Além de menos pessoas nas linhas produtivas, as empresas também estão adotando uma série de medidas de controle, como medição de temperatura, pontos de desinfecção entre outras ações.


Esse novo nível reduzido das atividades também reflete o volume de peças que ainda há nos estoques das linhas. A nova cadência da indústria também será ditada pela resposta que a cadeia de fornecedores será capaz de dar à essa retomada e pela demanda do mercado, que está em seu nível mais baixo desde que a indústria se instalou no País.

Confira abaixo a situação de cada uma das montadoras com produção no Brasil*:

AGCO: retornou a produção em 14 de abril após dez dias de paralisação da produção nas fábricas da Região Sul e em Mogi das Cruzes (SP). O centro de distribuição de peças em Jundiaí (SP) não parou de funcionar.

AGRALE: retomou em 13 de abril após interromper as operações em 1º de abril nas três fábricas em Caxias do Sul (RS), onde as atividades vinham sendo reduzidas desde 23 de março.

BMW: a fábrica de automóveis em Araquari (SC) reiniciou suas operações em 4 de maio: a unidade estava paralisada desde 30 de março por meio de férias coletivas. Já a fábrica de motocicletas em Manaus (AM), que também parou no fim de março, a BMW Motorrad voltou a operar em 18 de maio: sua produção estava interrompida desde 30 de março.

CAOA CHERY/HYUNDAIa fábrica de Jacareí (SP) retomou a produção de veículos em 1º de junho após dois meses de paralisação por causa da pandemia. Os funcionários estavam afastados por meio de meio de layoff (suspensão dos contratos de trabalho). Já a unidade de Anápolis (GO), que também parou em 23 de março, segue com a produção interrompida por tempo indeterminado.

CNH INDUSTRIAL: o grupo que integra as empresas Case, New Holland, Iveco e FPT retomou as operações aos poucos desde a semana de 13 de abril nas fábricas de máquinas agrícolas e de construção e na semana de 22 de abril para as plantas de caminhões, ônibus e motores. As unidades de Contagem (MG), Curitiba (PR), Piracicaba e Sorocaba (SP), além de Sete Lagoas (MG) e Córdoba, na Argentina, estavam paradas desde 27 de março.

DAF:  a montadora retomou a produção de caminhões em Ponta Grossa (PR) na segunda-feira, 4 de junho. A fábrica estava com as atividades suspensas desde o fim de março. A empresa programou o retorno da operação em fases, os funcionários das áreas administrativas voltaram de forma alternada em 27 de abril e a partir do dia 4 o pessoal da linha de montagem, também de forma gradual.

FCA FIAT CHRYSLER: a empresa retomou sua produção de veículos no Brasil em 11 de maio, reabrindo as fábricas de Betim (MG), Goiana (PE). Na fábrica de motores em Campo Largo (PR), as atividades foram retomadas uma semana antes, em 4 de maio. Todas estavam paralisadas desde 23 de março. O home office para quase todos os trabalhadores de área administrativa está mantido por tempo indeterminado.

FORD: a empresa planeja reabrir as operações de todas as suas fábricas na América do Sul em breve. As unidades de Camaçari (BA), Taubaté (SP) e da Troller em Horizonte (CE) paralisaram sua produção em 23 de março. A data exata de reabertura está sendo reavaliada constantemente pela montadora.

GENERAL MOTORS:  a fábrica paulista de São Caetano do Sul retomou suas operações de forma gradual em 18 de maio, com apenas um turno de trabalho. A unidade, onde está sendo produzido o novo SUV Tracker, estava paralisada desde 23 de março.

HYUNDAI:  a empresa decidiu estender por mais um mês, até 25 de junho, a suspensão dos contratos de trabalho da maior parte dos funcionários da fábrica de Piracicaba (SP) e escritórios em São Paulo sem redução de salários. A medida vale para os empregados de dois dos três turnos da planta produtiva, que voltou a operar em apenas um turno e com 700 trabalhadores.

HPE MITSUBISHI/SUZUKI: a fábrica de Catalão (GO) está paralisada desde 23 de março por meio de férias coletivas. A medida vale por 60 dias, portanto, até 23 de maio. As equipes de áreas administrativas estão em home office desde 20 de março.

HONDA: a montadora decidiu estender o período de suspensão de suas operações nas duas fábricas no Brasil, em Sumaré e Itirapina (SP) até 25 de junho. As duas unidades estão paralisadas desde 25 de março. A montadora também aderiu a MP 936 e optou por suspender os contratos de trabalho por 60 dias e pela redução mínima dos salários.


JAGUAR LAND ROVER: a única fábrica da empresa na América Latina localizada em Itatiaia (RJ) retomou suas operações em 27 de abril após 30 dias de interrupção. As áreas administrativas continuam em trabalho remoto (home office) desde 16 de março.

MERCEDES-BENZ: a empresa retomou as operações de forma gradativa em sua fábrica de São Bernardo do Campo (SP) no dia 11 de maio com redução da capacidade em 50%. A unidade estava parada desde 23 de março. Por causa da crise gerada pela pandemia do novo coronavírus, a fabricante de caminhões e ônibus decidiu congelar os investimentos no Brasil.

NISSAN:  a montadora adiou pela segunda vez a retomada das operações na fábrica de Resende (RJ), onde produz Kicks, March e Versa. A unidade, que está parada desde 25 de março, estava com a produção prevista para retomar em 21 de maio, mas a empresa informou um dia antes que o retorno foi reagendado para 22 de junho.

PSA PEUGEOT CITROËN:  a montadora decidiu prorrogar por tempo indeterminado a paralisação de sua fábrica e Porto Real (RJ), que está parada desde 23 de março.

RENAULT:  o complexo industrial Ayrton Senna, localizado em São José dos Pinhais (PR), na região metropolitana de Curitiba, retomou as atividades em 4 de maio. As férias coletivas foram decretadas de 23 de março até 3 de maio. Por causa da baixa demanda do mercado, a montadora aprovou junto ao sindicato local reduzir a jornada em até 70% com manutenção dos salários líquidos para os cerca de 5,8 mil funcionários da produção e decidiu antecipar o encerramento dos contratos de 300 trabalhadores temporários.

SCANIA: a fábrica de caminhões e ônibus em São Bernardo do Campo (SP) retomou suas operações em 27 de abril de forma gradual. A unidade parou em 30 de março por meio de férias coletivas.

TOYOTA: as fábricas brasileiras em São Bernardo do Campo, Indaiatuba e Porto Feliz, retomarão suas operações em 22 de junho, enquanto a planta de Sorocaba reinicia suas atividades em 24 de junho. Todas as unidades ficam em São Paulo.

VOLKSWAGEN:  a montadora confirmou a reabertura de suas fábricas paulistas a partir da terça-feira, 26 de maio. Com a antecipação do feriado estadual de 9 de julho no estado, a empresa adiou o retorno em um dia. Todas as áreas da planta de motores de São Carlos voltarão a operar de forma gradual, em dois turnos, enquanto as unidades de montagem de veículos em São Bernardo do Campo e Taubaté retornam parcialmente, alguns setores seguirão parados até 1º de junho, quando está prevista a retomada completa. Já a planta de São José dos Pinhais (PR) retomou as operações em 18 de maio.

VOLKSWAGEN CAMINHÕES E ÔNIBUS: a fabricante de Resende (RJ) retomou suas atividades operacionais em 27 de abril de forma gradual.

VOLVO: a fábrica de Curitiba (PR) onde são feitos os caminhões, ônibus, motores e caixas de câmbio, retornou as operações industriais no início de maio. As férias coletivas duraram um mês, entre 30 de março e 30 de abril.

FONTE: Automotive Business

Danilo Guedes

Danilo Guedes, CEO da ABC Cargas, formado em gestão logística pela FAAP e com MBA em gestão empresarial pela FIA-USP, atua na área de transporte há mais de 20 anos, sempre buscando oferecer ao mercado um alto padrão de qualidade e inovação.

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