Transporte de veículos em prancha: sua empresa comete esses 3 erros?

O transporte de veículos novos (caminhões, ônibus e chassis para ônibus) pelas estradas geralmente é feito em carretas tipo prancha, que se caracterizam pelo grande comprimento e por suas estruturas próprias para esse processo. pistões hidráulicos e remontes específicos para suportar e assegurar que os veículos sejam transportados com o máximo nível de segurança.

Todavia, para que o transporte de veículos em prancha seja feito adequadamente, existem requisitos técnicos e legais que precisam ser observados. Caso contrário, há riscos de ocorrerem imprevistos que podem prejudicar o envio.

Para evitar esses desafios, é preciso saber quais são os erros mais comuns que os provocam. Por isso, separamos adiante três dos principais. Não deixe de conferir!

1. Não calcular a dimensão dos veículos transportados

Não calcular a dimensão dos veículos que serão transportados é um dos grandes erros de concessionárias e até de operadores logísticos. É preciso saber exatamente quanto mede cada carro, ônibus ou caminhão que será enviado para se escolher adequadamente a carreta prancha que será empregada no transporte.

É preciso ter uma visão geral e também específica sobre as capacidades e medidas da carga. Uma carreta prancha que leva três caminhões de cabine frontal poderá não ser o suficiente para três de cabine avançada. Obviamente, o segundo grupo poderá ocupar mais espaço.

2. Não cumprir as normas do CONTRAN para o transporte de veículos

O Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) instituiu normas que devem ser seguidas pelos veículos longos — chamados de Combinações de Transporte de Veículos (CTV) e Combinações de Transporte de Veículos e Cargas Paletizadas (CTVP).

Muitos equipamentos só podem trafegar se cumprirem algumas dessas exigências legais. Por exemplo, a partir de uma determinada altura, largura e comprimento, todo veículo precisa de uma Autorização Especial de Trânsito (AET), que tem validade de um ano. Para obtê-la, é preciso reunir documentos específicos do conjunto e submetê-los a uma autoridade competente da área.

Trafegar sem a AET ou com a licença expirada pode causar problemas com a legislação. Para se informar melhor sobre a documentação exigida, e sobre as medidas de veículos e restrições correlacionadas, é importante verificar a Resolução do CONTRAN n° 305.

3. Não respeitar a legislação e os requisitos de segurança

Na própria resolução existem exigências que devem ser respeitadas para garantir a segurança no transporte de veículos em prancha. Uma delas é que os CTVs e as CTVPs só podem trafegar do amanhecer ao pôr do sol, sendo que a velocidade máxima permitida é de 80 hm/h. Contudo, há exceções. Combinações que tenham comprimento de no máximo 19,80 m, não precisam seguir a restrição quanto ao horário de circulação.

O tráfego noturno de combinações com mais de 19,80 até 22,40 m é admitido em vias com pista dupla, de duplo sentido de circulação e que possuam separadores físicos.

Também é permitida a circulação noturna em trechos rodoviários de via simples que estejam vazios ou desde que o veículo transporte carga apenas na plataforma inferior. Ela deve se encontrar adequadamente ancorada e a sinalização do equipamento transportador precisa estar toda ativada.

Desrespeitar qualquer uma dessas normas pode trazer problemas para à organização, gerando entraves no envio dos veículos para os clientes. Além disso, a segurança pode ser comprometida, com chances de gerar um grande prejuízo já que a carga transportada é valiosa. Portanto, evite errar nesse ponto.

Uma solução para evitar esses problemas com o transporte de veículos em prancha é a contratação de uma empresa de transportes especializada. É importante que ela conte com experiência no ramo e disponha de processos que simplifiquem e tornem mais eficientes os envios.

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Danilo Guedes

Danilo Guedes

Danilo Guedes, CEO da ABC Cargas, formado em gestão logística pela FAAP e com MBA em gestão empresarial pela FIA-USP, atua na área de transporte há mais de 20 anos, sempre buscando oferecer ao mercado um alto padrão de qualidade e inovação.

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